A pena de morte é um castigo imposto pelo Estado com o qual convivemos desde o início da História. Ela passou por diferentes versões e também foi-se atualizando com a sociedade. Nas últimas décadas, conseguiu-se que muitos países a abolissem dos seus sistemas judiciais e a substituíssem por penas que tivessem por objetivo a reinserção do preso.

A Amnistia Internacional é uma das organizações que apoia e procura a abolição da pena de morte em todos os países do mundo. Todos os anos, realiza estudos sobre as execuções nos diferentes países em que é legal. Este mapa amostra o número de execuções registadas e divulgadas pelos diferentes países ao longo de 2019, mas é um número muito difícil de precisar, já que governos como o da China guardam os dados sob segredo de Estado, dificultando a análise real.

Eu não concordo com a pena de morte por várias razões. Em primeiro lugar, não está provado que, perante uma pena maior como a morte, se consiga reduzir a violência ou sirva como método dissuasor dos criminosos. Um bom exemplo deste caso é os EUA: apesar de terem pena de morte em alguns dos seus estados, continua  a ser um dos países mais violentos e com a maior população carcerária do mundo.

Em segundo lugar, a minha conceção pessoal de justiça não me permite acreditar em castigos físicos ou psicológicos como solução para o crime. Penso que o Estado deve ser um garante da justiça para toda a sociedade e não um organismo que apoie a vingança. Além disso, penso que precisamos de um sistema prisional que acredite firmemente na reintegração dos criminosos.

Para concluir, considero que, para continuar a progredir como sociedade, é importante limitar a punição e estudar possíveis soluções preventivas que evitem a consumação destes crimes, tendo sempre presente que a morte destas pessoas não eliminará a violência do mundo.